Para escolher um bom vinho italiano

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Está numa adega e bateu aquela vontade de tomar um vinho italiano? Antes de comprar o primeiro que aparecer pela frente, é importante conhecer a diferença entre eles, o que já se percebe no rótulo.
A legislação italiana determina quatro classificações para esta bebida:
 
• Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG)
• Denominazione di Origine Controllata (DOC)
• Indicazione Geografica Tipica (IGT)
• Vino da Tavola (VdT)
 
Uma dessas quatro abreviaturas deve estar presente no rótulo do vinho. Em tese, os DOCG são os vinhos que são produzidos com mais cuidados e com maior qualidade – e evidentemente são mais caros. Mas em se tratando de Itália, as regras infelizmente não são lá muito rígidas.
 
Existem na Itália cerca de 30 DOCG’s. Algumas das mais conhecidas no Brasil são Barolo, Barbaresco, Brunello di Montalcino, Chianti Classico e Asti. Estes vinhos têm que ter sido produzidos com cepas de uvas específicas, e em determinadas quantidades, de acordo com o tamanho da propriedade. Todas as garrafas de vinhos DOCG são identificadas com um selo ao redor do gargalo, distribuído pelo governo. É um selo rosa para os vinhos tintos, e verde claro para os brancos.
 
A seguir vêm os DOC. São mais de 150 regiões demarcadas na Itália, e a legislação já é um pouco menos rigorosa. Os IGT deveriam representar apenas vinhos regionais, sem grande importância, e os VdT seriam a grande produção de vinhos de mesa do dia-a-dia – ainda menos importantes.
 
Só que estamos na Itália, e por aqui as coisas nunca são assim tão simples ...
 
Alguns produtores, ao longo do tempo, se revoltaram e desistiram de seguir a legislação ao pé da letra. Por exemplo: na Toscana, a legislação diz que só podem ser DOCG ou DOC vinhos feitos com uvas italianas, como a sangiovese ou a canaiolo. Eles não estão autorizados a misturar cepas francesas, como cabernet sauvignon ou merlot. Pois bem – alguns produtores decidiram continuar a mesclar seus vinhos com cepas francesas, mesmo que, com isso, não pudessem ter direito a uma DOC ou DOCG. Assim, surgiram, os chamados “supertoscanos”: vinhos caríssimos, de excelente qualidade, mas que são classificados como IGT. Alguns nomes de vinhos que têm essa característica : Tignanello, Sassicaia, Sassoaloro, Guado Al Tasso.
 
Por outro lado, em algumas regiões foram criados os chamados consorzios – são associações dos melhores e mais conceituados produtores, que criam regras ainda mais rígidas que as do governo para os seus vinhos. É o caso, por exemplo, do Galo Nero, o consorzio de produção do Chianti Classico. Algumas marcas de Chianti Classico têm o selo cor-de-rosa do governo e tem um outro selo, que ostenta um simpático galinho negro – é uma garantia adicional de qualidade. Nem todo produtor faz parte do consorzio, mas é claro que os que fazem parte são mais selecionados.
 
Isso tudo quer dizer que a escolha de um vinho italiano é ainda mais complicada do que a de um vinho espanhol ou francês. Além da classificação acima, é bom ficar de olho no nome do produtor – um produtor de renome ajuda muito a ter certeza da qualidade do vinho.
 
Ou seja, mais do que nunca, em se tratando de italianos, o negócio é beber e decidir – gostei ou não gostei?
 
Adaptado de: Blog Vinho Todo Dia, 14/06/2010



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